Linguagem de programação - pág.3

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TABELA 2.2 - Códigos M (miscelaneous) PARA TORNO pelo Padrão ISO 1056, DIN 66025 e NBR 11312, complementados com instruções de controle FANUC.

GRUPOS DE INSTRUÇÕES

As instruções são separadas em grupos de 00 a 25. Todas as instruções preparatórias do grupo 00 e não são modais, portanto, podem coexistir em um mesmo bloco.

As instruções modais do mesmo grupo não podem coexistir no mesmo bloco.

As instruções modais de mesmo grupo continuam sendo válidas até que outras instruções de mesmo grupo sejam executadas em qualquer bloco subsequente, ou seja, a instrução anterior é automaticamente cancelada e substituída pela nova.

TABELA 2.3 - Grupos de códigos para controladores Fanuc. Fonte: SMID, (2003); DENFORD, (1996) e GE FANUC, (1997).

Notas:

(1) Na tabela anterior que contém as instruções M para tornos, os códigos são mais comuns para controles GE FANUC da série T (Turning).

(2) Nem todas as instruções para os controles GE Fanuc estão especificadas na tabela, para qualquer caso em particular deve-se ler o manual do fabricante específico para o comando.

(3) Estão especificados os controles GE Fanuc junto á algumas destas instruções, quando estas instruções são mais comuns para estes e menos comuns para outros modelos de controles da GE Fanuc.

(4) As instruções marcadas em vermelho estão disponíveis no simulador Denford Fanuc Turning v1.11.

Na tabela anterior de códigos M, os códigos que estão descritos como não registrados indicam que a norma ISO não definiu nenhuma instrução para o código, os fabricantes de máquinas e controles tem livre escolha para estabelecer uma instrução para estes códigos, isso também inclui os códigos acima de M99.

TRAJETO DA FERRAMENTA

Na usinagem com tornos CNC cada um dos trajetos da ferramenta deve ser programado, exceto quando se utilizam os ciclos de torneamento. Estes trajetos são determinados por pontos pelos quais a ferramenta deve passar. A localização dos pontos é feita através das coordenadas na direção dos eixos X e Z, devem entrar no programa na mesma sequência que a ferramenta deve percorrer e após a instrução que especifique o tipo de interpolação, seja linear ou circular.

Na operação de desbaste de torneamento retiram-se várias camadas de material até que as dimensões se aproximem às dimensões finais da peça, deixando-se apenas a quantidade de material suficiente para que seja feito o acabamento.

As várias camadas são retiradas através de passadas sucessivas conforme as definições dos parâmetros de usinagem de profundidade, avanço e rotação. Mas em todos os casos se faz a aproximação e afastamento da ferramenta em avanço rápido com a instrução G00 enquanto não há contato com o material a ser usinado. Durante cada passada enquanto houver contato entre a ferramenta e o material o avanço deve ser controlado.

No exemplo da figura anterior, a ferramenta é movimentada até o ponto um (P1) em avanço rápido com a instrução G00 a partir de uma posição qualquer, o ponto um (P1) é de aproximação, de um a dois (P2) o avanço é controlado com a instrução G01, de dois a três (P3) continua em avanço controlado afastando-se da peça, de três ao ponto quatro (P4) o avanço é rápido.

A próxima movimentação da ferramenta ainda será rápida para a aproximação determinando a profundidade de corte da segunda passada.

Supondo-se as seguintes dimensões: diâmetro inicial 50 mm, comprimento 60 mm, profundidade de corte 1,5 mm e sobremetal para acabamento de 0,5 mm, ter-se-iam as seguintes linhas de programa.

N10 G00 X47 Z2; (N10 – Bloco número 10.)

(G00 – Move a ferramenta rapidamente para a posição de aproximação para a primeira passada X47 Z2, ponto um (P1))

N15 G01 Z-59.5; (N15 – Bloco número 15.)

(G01 – Move a ferramenta com avanço controlado para o ponto dois)

N20 X52; (N20 – Bloco número 20.)

(X52 – Move a ferramenta com avanço controlado para o ponto três afastando-a da peça.)

N25 G00 Z2; (N25 – Bloco número 25.)

(G00 – Move a ferramenta rapidamente para a posição de aproximação para o ponto quatro)

N30 X44; (N30 – Bloco número 30.)

(X44 – Move a ferramenta rapidamente para a posição de aproximação para a segunda passada X44)

Figura 3.9.1: Pontos de trajeto da ferramenta no desbaste.

Notas:

(1) Instruções para tornos, alguns destes códigos são mais comuns para máquinas GE FANUC da série T (Turning), As instruções marcadas em vermelho e (1) para torno ou (2) para centro de usinagem estão disponíveis no simulador Fanuc. Os demais códigos são mais comuns para máquinas fresadoras GE FANUC da série M (Milling): 16i, 18i, 160i e 180i, 21i e 210i.

As instruções marcadas em vermelho estão disponíveis no simulador Denford Fanuc.

A relação entre os grupos tem sentido em todos os casos. Uma possível exceção é o grupo 01 para comandos de movimento e o grupo 09 para ciclos fixos. A relação entre estes dois ciclos é esta: Se um código do grupo 01 é especificado em qualquer dos ciclos fixos do grupo 09, o ciclo é imediatamente cancelado, mas o oposto não é verdade. Em outras palavras, um comando de movimento ativo não é cancelado por ciclo fixo. O grupo 01 não é afetado por códigos G do grupo 09 (1).

Se for necessário usar o mesmo código G do grupo 00, mesmo não sendo modais, devem ser repetidos em novos blocos, formando novos comandos com outros parâmetros. Por exemplo:

N750 X80 Z-120 G04 X2000

N760 X100 Z0 G04 X1000

No exemplo acima o bloco 750 com o comando G04 X2000 especifica o tempo de espera de 2000 milissegundos e o bloco seguinte 760 especifica um novo tempo de espera em 1000 milissegundos.

INSTRUÇÕES DE CÓDIGO G

As instruções de código G são separadas em grupos conforme sua finalidade, sendo que as instruções não modais, por necessidade do próprio programa, geralmente aparecerem isoladas de outras instruções de código G no bloco. As instruções modais estabelecem um comportamento da máquina perante a programação que virá e eventualmente são acompanhadas apenas de algum parâmetro.

As instruções marcadas com (SF) podem ser usadas no Simulador Denford Fanuc.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES PARA PROGRAMAÇÃO EM TORNOS CNC:

Todas as coordenadas devem ser especificadas na ordem X e depois Z.

Os valores das coordenadas especificadas são válidos até que se substitua por outro valor.

Todas as coordenadas do eixo X devem ser especificadas como diâmetro.

Deve-se usar o ponto como separador de decimais.

Todas as instruções modais são canceladas ou substituídas por outra instrução de mesmo grupo.

A grande maioria das instruções de código G (preparatórias) e as instruções de código M (Miscelâneas) são válidas até que outra instrução de mesmo grupo seja utilizada.

As instruções de código G geralmente são declaradas no início do bloco e as de código M no final.

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